Semana passada, quando estava contando minha grande coleção de vinis (4 ou 5), recebi uma ligação da Tvu. Surpreso, além de me perder onde estava na contagem, perguntei por qual razão me procuravam. O sujeito do outro lado da linha explicou-me que estava a me chamar para uma entrevista ao vivo. Disposto a dizer que não seria possível, pois tenho um problema crônico de gagueira, dissimulei a resposta diznedo que iria pensar. Bom, obviamente, um dia depois, Aline confirma a entrevista sem que eu soubesse. N... n... nã... não!
Na segunda-feira chego ao local com meus dois seguranças privados (Sanderson Mendes e Emerson Negão). Comecei a ficar menos nervoso por perceber que naquele lugar só mulheres lindas trabalhavam e ficavam a passear nos corredores. Mulheres perfeitas, bem educadas, sorridentes, elegantes, mulheres da TV. Momentos antes da entrevista, vou ao camarim para passar pó e ficar mais branco. Emerson Negão, ao notar a situação, começou a indagar ao pessoal do programa se era realmente necessário uma pessoa ficar mais branca para aparecer na tv. Depois desse constrangimento, conheço o sujeito que vai me entrevistar em alguns instantes. Também não lembro do nome dele, acho que era Baiano ou Vlademiru.
Como em todo programa de televisão, há uma entrevista antes da entrevista real, algo como uma prévia paraque o entrevistado e o entrevistador não façam merda, para deixar tudo conforme o combinado. Como não sou capaz de levar nada a sério e por ser também muito burro mesmo no meu ofício, não sabia quando surgiu o vinil, se ainda há produção em pequena/média/grande escala de discos, quantas pessoas participam da "Confraria do vinil", qual o melhor disco para mim, qual o melhor disco para os meus seguranças, como as pessoas se sentem diante da vitrola, se o som da vitrola é mais sexual do que o do mp3, quantos vinis existem em Natal, quantos em Mossoró, porra!, quase todas as perguntas eu não sabia ou inventava uma mentira! Disse que a "Confraria do vinil" surgiu no Prozac a partir do momento em que um catador de lixo encontrou na Av. Norton Chaves uma caixa cheia de discos e nos vendeu por dois reais. No programa disse ter 4 mil vinis, dentre eles dois valem, por ser raros, R$15.000,00.
Acho que impressionei, além do fato de que a gagueira não interrompeu meu desempenho.
No outro dia , terça-feira - dia da "Confraria do vinil"-, o bar estava lotado e duas garotas lindas e gostosas me pediram autógrafo. Para minha surpresa, cá entre nós, eram duas das meninas que trabalham na Tvu...
Rapaz!!!?? Como você tem coragem de ir a público e contar uma história dessas e não citar o verdadeiro criador desse projeto NO SEU BAR: o Cainã????!!!! Publique e responda este comentário?!!
ResponderExcluirA história do mendigo é uma questão de marketing. Só pra tirar onda. E não estamos mais com Cainã não por nossa culpa.
ResponderExcluirCAINÃ! CAINÃ! CAINÃ! Verdadeiro criador!
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