terça-feira, 21 de setembro de 2010

Festa temática no Prozac

Nesta quinta-feira, 23/09, o Prozac Bar realizará a sua terceira festa temática. A festa da Lua Cheia surgiu do sonho de um amigo cuja mente não é tão saudável assim. Segundo ele, numa noite de insônia, ao ficar no estado de vigília, sonhou com alguns amigos que se encontravam na lua e ficavam fumando e falando coisas completamente sem contexto. Bom, para mim, falar coisas completamente sem contexto é coisa de artista contemporâneo ou de frequentadores de bar. Eu, com toda sinceridade, tenho mais afinidades com o segundo tipo. Talvez seja por isso que, nessa conversa descomprometida, quando ele explicou o final do sonho em que passávamos a falar com um Et, tivemos a idéia de fazer uma festa em homenagem à lua, espaço bem próximo dos bares, levando em consideração as conversas sem contextos, Ets que aparecem do nada, a aproximaça com os sonhos e - o principal! - quando o bar fechar todos que estiverem presentes e com vontade nos acompanharão até à trilha que tem início no setor de geologia da UFRN - outro lugar onde se fala coisas tão absurdas como foi o sonho do meu colega - e sai nas dunas da via costeira. Afinal de contas, será lua cheia!


Istmo—A banda toca as suas canções e versões de sucessos de bandas como Queens of the Stone Age, Beatles, Paralamas, Jorge Ben, Amy Winehouse, The Doors, Franz Ferdinand,White Stripes,etc.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

No man's Land - 10 motivos para a existência do Prozac Bar Fest

Algumas pessoas me perguntaram qual o objetivo de organizar uma espécie de festival ou festa em outro local e não no próprio bar. Bom, algumas explicações merecem ser escritas:
1° Já há muitas festas no Prozac. Claro, a maioria das pessoas nem sabem, pois elas têm início às duas da madrugada, quando, para essa mesma maioria, estamos fechando. As festas são privadas, geralmente para seis ou sete pessoas e, ultimamente, são as mesmas pessoas e as mesmas piadas. A idéia de tornar público o que era privado vem da náusea da repetição de pessoas, da mutação das esquisitices dos homens embriagados às 6 da manhã e, é claro, da Grande Boca que tem a vizinha. A polícia, cumprindo a função social de homens de lei quando acionada pelos cidadãos do bairro, já queria participar das festinhas...
2° Sempre imaginei o bar como um antro onde as pessoas magnificamente eleitas poderiam chorar, gritar, gargalhar, contar piadas absurdas, tirar a roupa, fazer sexo sem pedir permissão, encarar a escuridão como uma cama bem fofinha onde as pessoas emprestam os ouvidos para escutar uma bateria aloprada e uma quitarra sensível. Sem horas para acabar, sem obrigações, livre acesso para ir e vir, mas claro, todos com muito dinheiro...
3° Ganhar dinheiro!, nem que seja um pouquinho, para que na próxima vez façamos uma festa maior e, enquanto pretensão, mudarmos a rotina da cidade assim como no Prozac Bar Fest espero que as pessoas dos encontros privados sejam outras, mudar a rotina assim, vamos alugar o espaço  Vila Folia para bandas como Bonnies tocar para um público gigantesco! Falo em Bonnies porque bem conheço Arthur, megalomaníaco, sonhador de multidões!
4° Emanuel G. (não escrevo o nome inteiro para não ser censurado outra vez) será o apresentador do No man's land, o apelido mais adequado de Prozac Bar Fest e, se o improviso for bem-vindo, será a primeira vez que ó poema canção Eu queria ser o Kid Bengala será cantado ao grande público.
5° Outro motivo para este festival vem de uma curiosidade besta. Os Bonnies e Os Primos tocarão. Não sei se os caras levam muito a fundo a discussão entre rock e samba, samba-rock, Brasil e Inglaterra, Jorge Bem e John Lennon, coisas do tipo, mas parece que houve provocações no balcão do bar... No man's land. Além de música haverá um ringue.
Mêmê e seus sonhos pornográficos tocaram no bar metade do repertório planejado. Então pensei, porra, os caras merecem tocar a outra metade. Apesar da ânsia de vê-los tocar, li um texto num blog que de pornografia a banda não tem nada. A verdade é que realmente não há nada, ao menos por enquanto, apesar de que os integrantes da banda se reuniam para estudar e assistir filmes pornôs. Segundo Daniel C., o guitarrista, o público já vai perceber a diferença da primeira apresentação.
7° Fico imaginando o que Werther Alípio quis dizer, na última noite que o vi, quando falou sobre a relação entre os três poderes, a promiscuidade, o niilismo dos jovens, o Brasil nos últimos vinte anos, Natal desde que existe e o fato de que não pisará na Ribeira no dia do Prozac Fest.
8° Há muito tempo, algumas pessoas, reclamam por jamais terem amanhecido naquela calçadinha da Av. Norton Chaves. Espero que a propraganda do No man's land tenha chegada aos ouvidos desses alcoólatras.
9° Quero saber se o que existe no imaginário poético e no imaginário crítico das pessoas pode chegar a se tornar uma medida prática para a existência. Ainda mais: quero saber se a verdade que está por trás do sétimo motivo é uma desventura ou um barquinho em chamas.
10° O espaço já está desenhado. No man's land. No mundo prático, tudo é possível com um pouco de sensasionalismo e espírito. Espero que, em algum momento do sábado, um homem dramático e sofisticado, educado e pensador, chegue a tomar o microfone e explique para o público o que faz de um ser o que apenas existe no imaginário segundo as preleções críticas da imensa vontade de perder a fé no ser humano.
Caralho, então nesse momento, em coro, todas as pessoas vão gritar em uníssono:
GRANDE FILÓSOFO ALFREDO VALADARES! (uma das piadas a serem entendidas em esfera pública e nao somente por seis ou sete pessoas, pois no fundo, trata-se de um conceito sobre Natal).

Esses são, basicamente, os dez mandamentos a serem ao menos cogitados como reais por todos aqueles que irão ao Calígula prestigiar o Prozac Bar Fest. Essas são as dez regras fundamentais para se renovar o caráter do que ainda pode ser o... Carnaval.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010