quinta-feira, 29 de abril de 2010

Projeto Pilto (01/05)

Neste primeiro sábado de maio, às 20h, o Prozac Bar abre as portas para o Projeto Piloto,  formado por Ciro Guilherme no violão e voz e Artur Porpino na guitarra e voz.  Músicas autorais e covers de  Bob Dylan, Raul Seixas, Mutantes, Beirut, Chico Buarque, Radiohead, Vinícius de Moraes e outros.
Iniciativas do gênero é o que o Prozac espera por parte dos artistas da cidade.
PALCO ABERTO

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Comentários sobre o último fim de semana de abril

No final deste mês, após relacionar antigos assombros financeiros ao mágico prazer de fazer parte de um dos melhores bares do planeta, podemos dizer que o Prozac Bar continua. Existiu, como os prozaquianos descobriram, a possibilidade de Eline Bouckaert (um dos seres mais lindos do planeta) retornar à Europa para gerenciar uma rede de bares em London devido ao sucesso na América Latina e, consequentemente, de eu ir para os Estados Unidos por ser um dos poucos economistas sem diploma capaz de combater o tráfico áereo de drogas via Rio-New York. É fato: vamos continuar em Natal por mais um tempo! Não joguem propostas milionárias! Também não discutam o amplo sentido do substantivo economista!
Além de termos aliviado os leitores do blog, temos de comentar os fatos do fim de semana: a exposição de arte Anti-Edital, lançada no sábado, tem de ser bem explorada: sete artistas desconhecidos expõem quadros razoavelmente bons (exceto um ou dois) com preços razoavelmente injustos (exceto dois ou três) em um bar onde metade dos clientes são viciados em poker e, a outra metade, varia entre amigos fodidos ou universitários modistas. Ok... respirem fundo meus bons artistas!
No domingo houve um torneio de poker. Claro, não posso deixar de revelar que foi lindo jogar cartas imprudentemente entre belos quadros e cigarros aromatizados. Hoje é segunda-feira e, devido a um sonho que tive, quero que a exposição seja um sucesso, o que vale dizer que devo fazer com que viciados em jogos se tornem adoradores da pintura e que a arte Anti-edital se torne uma moda. O sonho prescreve: jogadores apostavam quadros ao invés de dinheiro e, os sete artistas, todos em torno dos jogadores, conversavam sobre os segredos do Anti-Edital como se tal assunto fosse o mais corriqueiro de todos, até que os quadros desapareciam das paredes sem ninguém perceber e, de uma hora para outra, um Ás de ouro aparecia no bolso de um ladrão de cartas. Todos que estavam no domingo sabe sobre o problema deste episódio...
Para terminar esse texto com um pouco de sentido, devo retomar a idéia do primeiro parágrafo: estamos indo muito bem! O segredo? Bom, é difícil de explicar, mas tudo que sonho em relação ao bar eu ponho em prática. Nas próximas semanas, creio eu, vou apostar na venda dos quadros, em ladrões, e tornar assuntos desconhecidos moda universitária.
Assim as coisas vão caminhando.

sexta-feira, 23 de abril de 2010

EXPOSIÇÃO DE TÉCNICAS VISUAIS

Neste sábado (24 de abril), ocorrerá um dos eventos mais esperados no Prozac Bar. Trata-se da já tão comentada exposição de técnicas visuais. A exposição é composta pela obra à venda de sete artistas de Natal. Além da exposição, haverá um grupo de músicos fazendo samba de mesa. O evento promovido terá início a partir das 18h30.

Dia da decisão

Para os clientes que estavam na quarta-feira no Prozac Bar, jogando cartas e desperdiçando a vida por cinco contos (assim como o infeliz que escreve este texto), além dos cigarros e dos espirros de um tuberculoso sentado no balcão, oh!, para todos os presentes desse dia, o que vimos na televisão, nas paradas de ônibus, na boca dos crentes, no ar que se respira em Natal, enfim, em todos os lugares da cidade, o Dia da decisão não era mero acaso ou uma brincadeira de se ganhar dinheiro com religião. Pois bem, a porra do encontro evangélico tão escancarado se deu justamente a 200 metros do bar, no Machadão, de onde os gritos fervorosos do pastor emudecia a voz de Nick Cave! No bar, ninguém ligou muito até o momento em que, supostamente, o show no estádio acabou e os crentes saíram pelas ruas fazendo baderna. Foi mais ou menos por meio dessas circunstâncias que, às 21h, um grupo maluco de capetas com a bíblia na mão passou a fazer um protesto em frente ao bar, com o discurso de que cartas e álcool não combinava com o Dia da decisão. Tentaram invadir o bar, ameaçaram os donos do estabelecimento, leram dois ou três salmos, até o momento em que os prozaquianos ficaram do lado da grade de dentro jogando piúbas de cigarro e os crentes do outro lado afirmando ver demônios por todos os lados. A polícia chegou a tempo e, por azar e injustiça mundana, tomamos a primeira advertência na existência do bar. Tentei explicar que o bar é uma propriedade privada quando, no calor da conversa, um dos inválidos do lado de fora convenceu a polícia de que toda propriedade é propriedade de Deus.
Caralho, nunca mais discuto religião!

segunda-feira, 19 de abril de 2010

CLUBE DO VINIL

Nesta terça-feira (20 de abril), haverá a inauguração do Clube do Vinil no Prozac Bar em parceria com o Coletivo Records.
Traga o seu vinil.
Início: 18h30.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

O verdadeiro jogo de cartas

No domingo passado (11 de abril), venci o torneio de poker no Prozac Bar. A consequência da vitória, como já era de se esperar, foi a seguinte: me chamaram de enganador, de filho da puta e de bruxo. Vasculharam meus bolsos e disseram que eu não poderia mais jogar no meu bar. Tristemente, expliquei que vencer depois de 7 torneios não é grande mérito e muito menos uma prova contra as minhas habilidades de jogador. Para completar, dois brutamontes me agarraram pelos braços e pernas e disseram que no próximo torneio eu deveria perder propositalmente no início do torneio. Bom, é exatamente por isso que estou escrevendo esta mensagem: eu não vou atender ao pedido dos brutamontes, eu vou vencer outra vez e, para avisar, com o dinheiro da vitória passada comprei uma arma.
Hoje à noite usarei óculos escuros e não tirarei a mão do bolso. Quero que alguém pergunte se estou colocando um Rei de espadas no bolso...

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Palco aberto

O Prozac Bar, para relembrar aos cultos leitores deste blog, insiste na possibilidade em aberto de receber artistas para expressarem os seus dotes artísticos. Com dotes artísticos quero dizer dotes corporais (assim é a época). Talvez não estejemos de acordo com o regimento - catalogada em alguns artigos da Constituição sonhada por Artaud & Cia - , sobretudo devido à apresentação de contorcionismo da última terça-feira, quando Grilo tentou divulgar o "Curso de contorcionismo para homens autodidatas solitários" e ficou preso por alguns minutos nas grades do lado de fora. Não haviam muitas pessoas, apesar de ter sido a cena mais constrangedora na história do bar. Bom, gostaria também de lembrar (para não se repetir) a tentativa do músico G. Mosca de tocar violão no mesmo momento em que tocava bateria e improvisava com a flauta. Trata-se também de outra tendência da arte contemporânea: sozinhos e suficientes. O som não saiu muito legal e algumas bolinhas de guardanapo mateiga foram arremessadas em direção ao violonista-batera-flautista, causando a maior discussão sobre a afirmação do Mosca de que poderia ainda tocar piano com os pés. Outra vez, uma antiga colega da universidade pediu discretamente para fazer um strip tise em cima das mesa dos clientes de surpresa. Por azar, na primeira mesa escolhida estava S. Mendes, o homem das tatuagens absolutas e que, como sempre, nunca tem R$0,50 no bolso para compensar os frutos da noite. Além de, moralmente, isso ter afetado o bar de forma negativa, a garota teve de voltar a estudar e deu por encerrada a carreita de artista.
Outros casos similares ocorreram. O bar ficou reconhecido na cidade por criar eventos de péssima qualidade. Todos no bairro me olham de maneira estranha.
Apesar disso, ainda preferimos apostar nos próximos talentos, esperando algo surgir da arte contemporânea, algo como um cachorro treinado para recitar Fernando Pessoa ou uma exibição em tempo real de suicídio.
Entrem em contato conosco.
Prozac bar -PALCO ABERTO

sábado, 3 de abril de 2010

Imoral e satânico?

Na Av. Cel. Norton Chaves há quatro ou cinco bares. Aliás, duas cigarreiras, um ponto de encontro de prostitutas e traficantes de Nova Descoberta, um bar sem nenhuma qualidade e, é claro, o Prozac Bar. Na sexta-feira santa não ocorreu o já tão popular samba com Zé Eduardo, não necessariamente porque o samba é um dos símbolos do inferno ou de tudo que não pertence à Semana Santa, mas sim porque achávamos que as pessoas não iriam para evitar a cerveja e a carne, além da promiscuidade (para alguns, certamente) e da leveza da embriaguez, em respeito ao feriado cristão, o que um grande amigo do bar convenciona chamar da data mais sombria na história da humanidade. Bom, de todo modo, abrimos o bar e, mais ou menos às 22h, quase cem pessoas estavam espremidas entre o mesa e outra. Vendemos todas as cervejas, os espetos de carne, pediram-nos duas camisinhas emprestadas e imploraram para colocarmos Iggy Pop. Ou seja, dormi com a consciência pesada, pois até os traficantes e as putas da região respeitaram o calendário cristão, além de que, ao amanhecer, li num dos jornais mais pouplares da cidade que o Prozac Bar é o bar mais "imoral e satânico da região metropolitana". Poxa, temo não vir ninguém hoje ao bar. Amanhã conto.