quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Duas semanas de Prozac Bar e o primeiro ladrão a ser encontrado

O Prozac Bar existe há duas semanas e, em tão pouco tempo, não podemos deixar de mencionar a surpresa de termos aceitado alguns convites, tais como respondermos àquelas perguntinhas da Tribuna do Norte ou, o que nos dará grande satisfação, cedermos o espaço do bar para a festa de fim de ano da revista Catorze (www.revistacatorze.com.br), no dia 19 de dezembro, e organizarmos o que estão nomeando de Prozac Beach, no dia 20. Também estamos vendo nascer uma receita de opiniões dos frequentadores do bar, seja no estilo hedonista e metafórico - o Prozac está bombando!! - seja por meio de artigos mais analistas e escrotos. Falando sobre artigos desse gênero, encontrei um pequeno texto camuflado pela atitude quase inaceitável de um homem brigão, no qual o verdadeiro mérito de seu autor é apontar palavras-conceito sobre os indivíduos que pernoitam no bar entre doses de whisky e tragos de um gostoso Derby falsificado. O dono do texto é o mensageiro do horror social Emanuel Grilo, mais conhecido como o homem das botas rápidas. Quem o encontrar terá uma recompensa do bar. Para entenderem melhor a história, acessem o seguinte link: http://cavalo-verde.blogspot.com/

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Samba e bossa nova - 11 de dezembro

Zé Eduardo, em conjunto com seus parceiros, comoverá o público com canções clássicas do samba e da bossa nova (Chico Buarque, Cartola, Paulinho da Viola, dentre outros). O sambista, já conhecido na cena da cidade por tornar qualquer ambiente uma roda de samba autêntica - ou ao menos nos faz imaginar o que isso seria -, garantirá três horas de música brasileira tradicional. O evento ocorrerá na próxima sexta-feira, inaugurando uma das propostas do Prozac Bar.
Sexta-feira, 11 de dezembro

domingo, 6 de dezembro de 2009

Na noite de sábado (05/12), com a segunda jam session oferecida pelo Prozac Bar em conjunto com alguns músicos, podemos dizer que uma cultura está sendo formada na cidade. Qual cultura? É difícil conceituar, contudo podemos afirmar que a imaginação dos presentes se torna tão ampla quanto a surpresa de enxergarem novos traços no grande painel elaborado pelo artista Marcos Guerra e, de outro modo, nas inesperadas recitações de poesia pornográfica (04/12 - o cineasta Emanuel Grilo), além, obviamente, do desaforado improviso musical.
Algo nos contentou bastante nesse mesmo sábado: apesar do Prozac Bar está situado a alguns minutos do corredor da folia, esse fato lamentável não abalou as propostas mais autoritárias do bar. Alguns foliões apareceram casualmente e, não casualmente, desapareceram sob risadinhas provindas do balcão. Mencionamos o balcão para resgatar a clássica imagem cinematográfica em que, dividido pelo espaço onde se colocam drinks, um senhor acende um cigarro e diz algo como: nada mais há a fazer e o melhor é tentar dormir, apesar de que a noite foi estranhamente agradável.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Comentário sensacionalista da noite de inauguração

O balcão foi feito no dia 28 de novembro. O Prozac Bar inaugurou no dia... 28 de novembro. Não podemos negar os erros no cardápio e a espontaneidade em quase tudo que ocorreu. De todos que estavam presentes, ninguém havia trabalhado antes em um bar, sobretudo em um local que tem a ambição de se tornar o refúgio da tradicional expressão “Em Natal não tem um bar legal e, quando tem, é caro!”. Penso que não deveria ser de outra forma.
Ao som de Memphis Slim e Joy Division, além canções como Voodoo Child e Heroes, recebemos os primeiros convidados e passamos a servir os primeiros drinks cheios de expectativa. Quando menos esperávamos, o bar estava lotado e os músicos iniciaram a Jam session que, do início ao fim, foi acompanhada pelos olhares e alguns gritos dos mais curiosos que, inevitavelmente, apreciavam as sacadas criativas que uma improvisação permite. Guilherme Mosca e Flávio Augusto – a quem poderíamos ter expulsado pelo seu excesso de pulos e copos quebrados – dividiram a batera enquanto que outros músicos intercambiavam a guitarra e o baixo sem perder o fôlego até quase meia-noite. Dudu, um dos músicos, também deve ser citado pelos magníficos “bolinhos” que faz para o bar. Até algumas “mães” admitiram ser melhor do que os seus pratos caseiros. Do outro lado, o artista plástico Marcos Guerra pintava o seu tão elogiado desenho elaborado dias antes na parede do bar, cujo fim não tem previsão e que, por isso mesmo, sempre pode ser uma atração surpresa para os presentes.
Sanderson Mendes, o maior dos parceiros na realização do bar, compareceu e não fez questão de tomar uma ou duas por conta da casa. Não tem como negar que foi uma noite de surpresas. E do outro lado dos gritos e da música, havia aqueles jovens taciturnos e mais solitários, além de bêbados legais e vizinhos não autoritários. E nada faz crer que o Prozac Bar poderá se tornar um bar da moda, como muitos se tornam. E também nada faz crer que a noite da inauguração não será repetida de forma cada vez mais agradável. Isso foi o que entendemos quando, no final da noite, o trompete de Miles Davis dominou o espaço.