segunda-feira, 26 de abril de 2010

Comentários sobre o último fim de semana de abril

No final deste mês, após relacionar antigos assombros financeiros ao mágico prazer de fazer parte de um dos melhores bares do planeta, podemos dizer que o Prozac Bar continua. Existiu, como os prozaquianos descobriram, a possibilidade de Eline Bouckaert (um dos seres mais lindos do planeta) retornar à Europa para gerenciar uma rede de bares em London devido ao sucesso na América Latina e, consequentemente, de eu ir para os Estados Unidos por ser um dos poucos economistas sem diploma capaz de combater o tráfico áereo de drogas via Rio-New York. É fato: vamos continuar em Natal por mais um tempo! Não joguem propostas milionárias! Também não discutam o amplo sentido do substantivo economista!
Além de termos aliviado os leitores do blog, temos de comentar os fatos do fim de semana: a exposição de arte Anti-Edital, lançada no sábado, tem de ser bem explorada: sete artistas desconhecidos expõem quadros razoavelmente bons (exceto um ou dois) com preços razoavelmente injustos (exceto dois ou três) em um bar onde metade dos clientes são viciados em poker e, a outra metade, varia entre amigos fodidos ou universitários modistas. Ok... respirem fundo meus bons artistas!
No domingo houve um torneio de poker. Claro, não posso deixar de revelar que foi lindo jogar cartas imprudentemente entre belos quadros e cigarros aromatizados. Hoje é segunda-feira e, devido a um sonho que tive, quero que a exposição seja um sucesso, o que vale dizer que devo fazer com que viciados em jogos se tornem adoradores da pintura e que a arte Anti-edital se torne uma moda. O sonho prescreve: jogadores apostavam quadros ao invés de dinheiro e, os sete artistas, todos em torno dos jogadores, conversavam sobre os segredos do Anti-Edital como se tal assunto fosse o mais corriqueiro de todos, até que os quadros desapareciam das paredes sem ninguém perceber e, de uma hora para outra, um Ás de ouro aparecia no bolso de um ladrão de cartas. Todos que estavam no domingo sabe sobre o problema deste episódio...
Para terminar esse texto com um pouco de sentido, devo retomar a idéia do primeiro parágrafo: estamos indo muito bem! O segredo? Bom, é difícil de explicar, mas tudo que sonho em relação ao bar eu ponho em prática. Nas próximas semanas, creio eu, vou apostar na venda dos quadros, em ladrões, e tornar assuntos desconhecidos moda universitária.
Assim as coisas vão caminhando.

Um comentário:

  1. Ainda bem que o bar segue firme e forte. E que segue dando espaço para músicos, expositores, jogadores de poker e bêbados inveterados. Espero que continue assim, para o bem dessa cidade.

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