terça-feira, 5 de janeiro de 2010

2010

Apesar de não podermos entrar em detalhes sobre a existência do Prozac bar durante o ano de 2009 (existimos há somente quatro semanas), tal como a maioria das revistas e jornais o fazem, além de bares e restaurantes, temos o direito de falar sobre 2010 e as propostas que giram em torno desse ano homérico. Antes disso, e sem os já descartados detalhes, o que significou 2009? Lendo alguns e-mails recebidos, citamos o resumo semântico dos mais interessantes e curiosos:
a) uma proposta radical de tornar a prática hedonista natalense um desafio aos inimigos do culto à noite;
b) uma virtude dos drinks elevada à potência do desapego da academia e de toda a cultura dos fins burocráticos;
c) um riso gostoso e sarcástico;
d) a possibilidade de encontrar pessoas recentemente desabrigadas devido à impossibilidade de se encontrarem livre e verdadeiramente;
e) um gás politicamente neutro do qual as narinas pouco se desgastam e muito recuperam a imagem da cidade razoavelmente grande que guarda cheiro de tulipas em véus de nicotina;
f) um poema muito ruim, mas tolerado porque foi o amigo de um amigo que escreveu para uma mulher desajeitada e pouco aceita pelas "galeras".
Coisas do tipo nos escreveram. É claro que toda esta estranha conjunção de substantivos nos fez tentar imaginar o que o Prozac Bar causa às pessoas. Obviamente que não encontramos respostas e concluimos que deve ser algum colega filho da puta que nos escreve tais e-mails para brincar com nossas expectativas. De todo modo, o que tiramos dele foram as seguintes propostas para 2010:
a) o casal recebe um telefonema do bebê parido e não completamente desejado. Tudo foi uma questão de propina (teatro à meia-noite);
b) só lembro de B. B. King gordo, apesar de que já colocamos a bateria e o sax à direita do maldito pôster onde B. B. Kink está magro;
c) cinema, anos 60: com um drink na mão, George acende um cigarro na mesma hora em que Bogart lança o terrível olhar para a mocinha (em breve);
d) Não, não! Cada vez que ele se aproxima mais do balcão, mais próximo está o seu suicídio - o dia em que o bar fechará para velar o corpo do senhor S.
Dentre outras coisas.

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