segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Comentário sensacionalista da noite de inauguração

O balcão foi feito no dia 28 de novembro. O Prozac Bar inaugurou no dia... 28 de novembro. Não podemos negar os erros no cardápio e a espontaneidade em quase tudo que ocorreu. De todos que estavam presentes, ninguém havia trabalhado antes em um bar, sobretudo em um local que tem a ambição de se tornar o refúgio da tradicional expressão “Em Natal não tem um bar legal e, quando tem, é caro!”. Penso que não deveria ser de outra forma.
Ao som de Memphis Slim e Joy Division, além canções como Voodoo Child e Heroes, recebemos os primeiros convidados e passamos a servir os primeiros drinks cheios de expectativa. Quando menos esperávamos, o bar estava lotado e os músicos iniciaram a Jam session que, do início ao fim, foi acompanhada pelos olhares e alguns gritos dos mais curiosos que, inevitavelmente, apreciavam as sacadas criativas que uma improvisação permite. Guilherme Mosca e Flávio Augusto – a quem poderíamos ter expulsado pelo seu excesso de pulos e copos quebrados – dividiram a batera enquanto que outros músicos intercambiavam a guitarra e o baixo sem perder o fôlego até quase meia-noite. Dudu, um dos músicos, também deve ser citado pelos magníficos “bolinhos” que faz para o bar. Até algumas “mães” admitiram ser melhor do que os seus pratos caseiros. Do outro lado, o artista plástico Marcos Guerra pintava o seu tão elogiado desenho elaborado dias antes na parede do bar, cujo fim não tem previsão e que, por isso mesmo, sempre pode ser uma atração surpresa para os presentes.
Sanderson Mendes, o maior dos parceiros na realização do bar, compareceu e não fez questão de tomar uma ou duas por conta da casa. Não tem como negar que foi uma noite de surpresas. E do outro lado dos gritos e da música, havia aqueles jovens taciturnos e mais solitários, além de bêbados legais e vizinhos não autoritários. E nada faz crer que o Prozac Bar poderá se tornar um bar da moda, como muitos se tornam. E também nada faz crer que a noite da inauguração não será repetida de forma cada vez mais agradável. Isso foi o que entendemos quando, no final da noite, o trompete de Miles Davis dominou o espaço.

4 comentários:

  1. Estamos esperando a programação do Prozac Bar. Vai rolar alguma Jam ou som ao vivo por ai? Não deixe de divulgar. Nos vemos em breve.

    Se tiver afim de algumas músicas interessantes para a playlist do bar é só falar comigo. Tenho muito jazz, algum blues e algumas outras coisinhas interessantes que vêm a calhar para um ambiente do naipe do Prozac.

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  2. Poxa, pra variar não fui. Acho que o comentário "sensasionalista" fez efeito, pois fiquei com muita vontade de ter ido e ter prestigiado o início. De qqr forma naquele dia não ia dar certo.

    Assim como Caio, espero que vocês continuem divulgado os eventos, fiz propaganda para alguns e alguns poucos se interessaram, inclusive o (por enquanto) solitário seguidor do blog.
    Sucesso!

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  3. Caio, traga o seu acervo de música! Estamos tentando acumular o máximo possível de artistas que, de repente, nos interessa e ainda não temos. Os eventos serão sempre lançados aqui no blog e por outros meios.
    Até

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  4. Radmila,
    uma pena você não ter comparecido, realmente foi uma noite interessante, sobretudo para os ouvidos! Esperamos que você e Raissa apareçam brevemente.

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